Saúde Masculina

04 Fevereiro 2012 às 16:33


Brands ou genéricos: qual é a diferença?

Brands ou genéricos: qual é a diferença?

No decurso da elaboração do preparado médico, a companhia farmacêutica ou melhor dito, o seu departamento de investigações científicas, procura e encontra uma molécula necessária e formaliza a solicitação de fazer uso da mesma. Em seguida, a companhia farmacêutica procede a testes caros e de grande envergadura do novo medicamento obtido mediante o uso da molécula encontrada e, após concluídas com sucesso todas as investigações necessárias, introduz o novo preparado no mercado, tendo adquirido o direito exclusivo da sua venda. O prazo da atuação da proteção da propriedade industrial sobre o medicamento varia em função da respetiva legislação de suporte em vigor no determinado país. Na maioria dos países do mundo, a atuação da tal proteção expira dentro de 20 – 25 anos, mas tendo em conta que, para a introdução do medicamento no mercado, são necessários uns 13 ou 15 anos, pode-se dizer que a companhia tem apenas 8 – 12 anos para recuperar o dinheiro investido na elaboração do preparado. 

Após expirado o prazo de atuação da proteção da propriedade industrial sobre o novo medicamento, no mercado farmacêutico aparecem os genéricos. 

Genérico é o medicamento equivalente ao original do ponto de vista terapêutico, farmacológico e biológico. Os genéricos contêm a mesma substância ativa que o medicamento original e, normalmente, são não menos eficientes mas mais baratos, pelo que tornam-se cada vez mais populares. Os genéricos são comercializados levando o nome internacional não patenteado ou patenteado que se diferencia do nome do medicamento original. 

Porque então os genéricos têm o preço inferior àquele dos medicamentos originais? Muitos consumidores consideram que o preço mais barato se deve à mais baixa qualidade. Será que é verdade? 

Os fabricantes de genéricos não necessitam suportar gastos colossais: a companhia elaboradora do medicamento original já gastou uma fortuna para os testes da substância ativa. Os fabricantes do genérico precisam apenas comprovar que o mesmo é idêntico ao original. Mesmo isso lhes permite oferecer ao comprador o preço mais barato. No entanto, de outro lado, como eles não investem grande capital em testes clínicos, as dúvidas quanto à mais baixa qualidade são de certo modo fundamentadas. 

Para dar resposta à pergunta se o genérico possui o mesmo perfil da segurança que o medicamento original, há-de comprovar a sua equivalência terapêutica ao original, tendo realizado para tal as investigações clínicas necessárias aplicando o genérico nos pacientes, procedendo às pesquisas clínicas comparativas do medicamento original e do genérico e definindo em detalhe o perfil da segurança do genérico. As referidas investigações têm importância especial em relação aos medicamentos destinados ao tratamento das doenças crónicas, pois que são administrados a vários pacientes durante o período prolongado da sua vida. No entanto, lamentavelmente, as investigações em questão em muitas das vezes não se têm realizado por não serem obrigatórias.

Frequentemente, a baixa qualidade dos genéricos explica-se por aquilo que, para economizar (a substância ativa constitui quase a metade do preço de custo do medicamento), adquire-se a substância ativa mais barata e, por conseguinte, da mais baixa qualidade. Em muitas das vezes, e também para os fins de poupar meios, as substâncias são produzidas nos países com indevido controlo da fabricação dos medicamentos (genéricos), onde o processo da produção da substância ativa pura e simplesmente não está a ser controlado. Além disso, também podem sofrer alterações os métodos da síntese. 

Para além da substância ativa, parte integrante do medicamento fazem os componentes auxiliares. Qualquer mudança da sua composição pode afetar a qualidade do medicamento e provocar no paciente reações alérgicas ou toxicose. 

Não devem ser deixadas a parte os efeitos colaterais. O genérico pode atingir de 70 a 100% da eficiência em relação ao medicamento original. Mas o mesmo índice diz respeito também aos efeitos colaterais. Por exemplo, o paciente que tomava a Viagra Pfizer original e não sentia quaisquer efeitos colaterais, poderá sofre-los na íntegra quando da administração da Viagra Genérica. Tratando-se dos pacientes idosos ou daqueles que têm sérios problemas da saúde, há de ter muitíssimo cuidado quando da passagem do medicamento original ao genérico. 

Por isso o paciente, antes de ir à farmácia para comprar o medicamento, deve entender bem claramente qual medicamento e de que fabricante será por ele adquirido. 

Quer dizer que, de um lado, é muito importante ter a possibilidade de comprar medicamentos a preços acessíveis, especialmente tendo em conta o grau do envelhecimento da população, mas de outro lado, a falta de investigações necessárias torna duvidosa a qualidade de muitos genéricos.

 

Você sabia que...

Acontece que o Viagra foi uma bênção para os pais de crianças que pesavam menos do que comum. Então Viagra aumenta o fluxo sanguíneo para o útero e futuro filho recebe mais nutrientes. Isto também contribui para o crescimento da criança.

Gostou? Diz sobre isso!

Fabio Peixoto

Siga-nos